Tito Chambino
Tito Chambino

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Tito Chambino

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24 JUL > 6 AGO

O nome da exposição de Tito Chambino, “Dilacera, Une e Purifica”, tanto se refere à presente seleção de obras quanto ao seu processo de criação. Antes de mais, é necessário entender este título como uma unidade que se desdobra em três partes essenciais ao Todo, o tríptico da génese. A ambiguidade linguística presente neste epigrafe reforça a importância da palavra e do verbo para o autor. Inicialmente, “Dilacera” ora refere-se à objetividade de dividir um corpo em duas partes - neste caso porções de ferro -, ora reflete de modo conotativo o rasgar dos factos inertes do mundo exterior, realidades essas que se mantêm separadas pela dualidade aristotélica Corpo/ Espírito. Em seguida, surge a “União” - processo antagónico ao seu anterior -, o artista tanto reorganiza e reconstrói o ferro dilacerado, como devolve o vínculo entre o volume e o sopro vital… Eis um novo Ente. Todavia, a obra não tem aí o seu término, algo crucial ainda está pendente, a “Purificação” desta nova identidade. Considerando o sentido original da última palavra - “limpeza” ou “purga” (no sentido religioso) - aqui adquire sentidos divergentes, um paradoxo inevitável na vida de todos os seres, isto é, nas obras de Tito Chambino o ferro é purificado através da oxidação, uma perca da nobreza do material originário repõe à obra a sua natureza e por isso a sua divindade. É desta verticalidade recíproca que floresce a mais bela metáfora, é impossível retirar-se as impurezas se não através da erosão que o mundo tangível e maculado oferece, da mesma forma que não se pode ser santo num panteão divino, assim como a “purificação” não é possível para o indivíduo se não através da oxidação que a vida e o tempo lhe oferecem.

Texto por: Romano Saraiva

CV

FORMAÇÃO ACADÉMICA

 

2015/ 2019 - Licenciatura em Pintura, Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa.

 

2019 – (2021) – Mestrado em Ensino de Artes Visuais – Instituto Superior de Educação, Universidade de Lisboa

 

CURRICULUM ARTÍSTICO

 

Exposições Colectivas

 

2021

- 6.ª Bienal Internacional de Arte de Espinho

- 4.ª Bienal Internacional de Arte Gaia

- XVI Edição do Prémio de Pintura e Escultura D. Fernando II – MU.SA – Museu das Artes de Sintra

 

2020

- 9ª edição da “ARTE DE BOLSO” – Galeria Sete

- AMÁLIA UM OLHAR CONTEMPORÂNEO – Galeria António Prates

- V Prémio Infante D. Luís às Artes – Pintura – Salvaterra de Magos

- XXI Bienal Internacional de Arte de Cerveira

- XV Edição do Prémio de Pintura e Escultura D. Fernando II – MU.SA – Museu das Artes de Sintra

- AKVO - Encuentro Internacional de Arte Contemporáneo Arqueología del futuro -Museu de Almería

 

2019

- Jov’arte – Bienal Jovem 2019 - Galeria Municipal Vieira da Silva

- II Simpósio Internacional de Pintura – O homem e a terra - Museu de Portimão

- Cenografia da peça Entremez da Peregrina – Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves

- Auditório Municipal Augusto Cabrita/Pada Studios – Capitulo I

- Círculo de Artes Plásticas de Coimbra - CAPC- 1 000 056.o Aniversário da Arte

2018

- Galeria Porto Oriental

- Cabral Moncada Leilões – Jovens Artistas

- 11º Edição Gab-a – Galerias Abertas Belas Artes

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