Agressão e Compaixão # 1, 2020
Agressão e Compaixão # 1, 2020

Agressão e Compaixão # 1, 2020
Agressão e Compaixão # 1, 2020

Carvão sobre papel. Citações acumuladas de desenhos de árvores (desde o séc. XIV até ao séc. XIX), refentes a paisagens europeias outrora florestas e que hoje são grandes cidades. 56 x 76 cm

Silent Spring, 2021 Bonze e Cimento Dimenções Variáveis.
Silent Spring, 2021 Bonze e Cimento Dimenções Variáveis.

Esta peça toma o título do livro de Rachel Carson, Primavera Silenciosa, está em processo. Parte da ideia de cristalização dos primeiros movimentos de crescimento das árvores de folha caduca após o momento de dormência do inverno.

Agressão e Compaixão # 1, 2020
Agressão e Compaixão # 1, 2020

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24 JUL > 6 AGO

O paradoxo da agressão e da compaixão acompanham e definem o ser humano desde a pré-história até à atualidade. Enquanto arde a grande floresta amazónica ou o nosso Pinhal de Leiria, projetos de reflorestação em larga escala travam o avanço dos desertos do Saara ou da China. Em África está ser plantada desde 2007 uma enorme floresta, The Great Green Wall, com mais de oito mil quilómetros de extensão e vinte quilómetros de largura, unindo o extremo oriental ao ocidental na região designada por Sahel. Neste momento muito exigente das nossas vidas, as Nações Unidas a 21 de Setembro de 2019, propõem criar A Grande Muralha Verde das Cidades (The Great Green Wall for Cities), ou seja, uma imensa floresta que atravessa todo o continente africano, passando pelo Médio Oriente e Ásia. Até 2030, este projeto terá ajudado as cidades a criar até 500.000 hectares de novas florestas urbanas e restaurar ou manter até 300.000 hectares de florestas naturais, que irão capturar 0,5-5 Gigatoneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano. Agressão e compaixão pretende ser uma tentativa de orientar a atenção para a terra, a memória, para os paradoxos. Até nas cidades mais pequenas a poluição atmosférica é surpreendente. O assombro sentido pela perda das grandes e mais velhas árvores da Europa que foram atentamente desenhadas por Jacob Van Ruisdael ou John Constable veio para ficar. Talvez valha a pena criar uma visão que tente juntar a ética à estética e à política. Inspirações, há! Desde o século XIX até à atualidade, A Desobediência Civil e Walden ou a Vida Nos Bosques de  Henry David Thoreau, Pensar Como Uma Montanha de Aldo Leopold, Primavera silenciosa de Rachel Carson, Nosso Futuro Comum de Gro Harlem Brundtland, A Vida das Plantas - Uma Metafísica da Mistura, seguido de Ser o Mundo de Emanuele Coccia ou O homem que plantava árvores de Jean Giono, são e serão as nossas referências.

BIO

LLicenciado em Artes Plásticas, na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, onde é docente desde 2003. Doutorado em Artes Visuais pela Universidade Politécnica de Valência. Artista e professor, a sua atividade incide na pesquisa da intrincada e complexa relação entre os meios da escultura, desenho e fotografia com as noções de paisagem. De entre as suas exposições individuais destacam-se: Habitar a Penumbra (2005), Módulo - Centro Difusor de Arte, Porto; MAGMA (2008), Galeria 111 - Lisboa e Porto, SCANNING (2010) Arquivo Fotográfico de Lisboa, Lisboa; MEGAPARSECS (2012) Teatro da Politécnica, Lisboa; Perípatos Concretos (2017) Galeria 111, Lisboa. Das suas exposições coletivas destacam-se: 7 Artistas ao 10.º mês (2005), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; London Pilot 2, (2015) Londres; Da Outra Margen do Atlântico - Alguns Exemplos do Vídeo e da Fotografia Portuguesa (2005), Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, Brasil; Pilot Archive, Venice Biennale (2007), Atelier Fondazione Bevilacqua La Massa, Monastery ss. Cosma e Damiano,Veneza, Itália; Drawing Now Paris, le Salon du Dessin Contemporain (2017), Carreau du Temple | Paris; Drawing Room (2018), Círculo de Bellas Artes, Madrid, Espanha; Studiolo XXI Desenho e afinidades, (2019), Fundação Eugénio de Almeida, Évora. Finalista nos prémios: IV International Expanded Painting Prize (2007), Museo de Bellas Artes de Castellón, Espanha e na X Mostra Internacional UNION FENOSA (2008), Museo de Arte Contemporâneo União Fenosa, Coruña, Espanha. Está representado nas coleções de Bartolomeu Cid dos Santos, Novo Banco, MAR - Museu de Arte do RIO, Rio de Janeiro, Brasil, MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, Manuel de Brito, PLMJ etc…

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